Norma para Certificação e Homologação de Transmissores e Retransmissores para o SBTVD

Diário Oficial da União Seção 1 pg 366
No 62, terça feira 1 de Abril de 2008.

RESOLUÇÃO N o 498, DE 27 DE MARÇO DE 2008
-
Norma para Certificação e Homologação
de Transmissores e Retransmissores para o
Sistema Brasileiro de Televisão Digital Ter-
restre.

O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE
TELECOMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe foram con-
feridas pelo art. 22 da Lei no 9.472, de 16 de julho de 1997, e pelo
art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações,
aprovado pelo Decreto no 2.338, de 7 de outubro de 1997;
CONSIDERANDO os comentários recebidos em decorrência
da Consulta Pública no 830, de 19 de outubro de 2008, publicada no
Diário Oficial da União de 24o de outubro de 2007;
CONSIDERANDO que, de acordo com o que dispõe o in-
ciso I do art. 214, da Lei no 9.472, de 1997, cabe à Anatel editar
regulamentação em substituição aos regulamentos, normas e demais
regras em vigor;
CONSIDERANDO o princípio geral dos processos de cer-tificação e homologação de produtos para telecomunicações de as-
segurar que os produtos comercializados ou utilizados no País estejam
em conformidade com os Regulamentos editados ou as normas ado-
tadas pela Anatel, conforme previsto na Resolução no 242, de 30 de
novembro de 2000;
CONSIDERANDO deliberação tomada em sua Reunião no
472, realizada em 19 de março de 2008;
CONSIDERANDO o constante dos autos do processo no
53500.024779/2007; resolve:
Art.1o Aprovar Norma para Certificação e Homologação de
Transmissores e Retransmissores para o Sistema Brasileiro de Te-
levisão Digital Terrestre, na forma do Anexo a esta Resolução.
Art 2o Esta Resolução entra em vigor na data de sua pu-
blicação.

ANEXO
NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE
TRANSMISSORES E RETRANSMISSORES PARA O SISTEMA
BRASILEIRO DE TELEVISÃO DIGITAL TERRESTRE
1. Objetivo.
Esta norma estabelece os requisitos mínimos a serem de-
monstrados na avaliação da conformidade dos equipamentos trans-
missores e retransmissores, aplicáveis ao Sistema Brasileiro de Te-
levisão Digital Terrestre - ISDB-TB, para efeito de certificação e
homologação na Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel.
2. Abrangência.
Esta norma se aplica aos equipamentos transmissores e re-
transmissores empregados nos serviços de interesse coletivo de trans-
missão de TV Digital no Brasil.
3. Referências.
Para fins desta norma, são adotadas as seguintes referên-
cias:
I - Regulamento para Certificação e Homologação de Pro-
dutos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.o 242, de 30
de novembro de 2000.
II - Regulamento para Certificação de Equipamentos de Te-
lecomunicações quanto aos Aspectos de Compatibilidade Eletromag-
nética, aprovado pela Resolução n.o 442, de 21 de julho de 2006.
III - Regulamento para Certificação de Equipamentos de
Telecomunicações quanto aos Aspectos de Segurança Elétrica, apro-
vado pela Resolução n.o 238, de 09 de novembro de 2000.
IV - Norma IEC 62273-1: Methods of Measurement for
radio transmitters - Part 1: Performance characteristics of terrestrial
digital television transmitters.
V - ABNT NBR 15601 - Televisão digital terrestre - Sistema
de transmissão.
VI - ABNT NBR 15602, partes 1, 2 e 3 - Televisão digital
terrestre - Codificação de vídeo, áudio e multiplexação.
VII - ABNT NBR 15603, partes 1, 2 e 3 - Televisão digital
terrestre - Multiplexação e serviços de informação (SI).
VIII - ABNT NBR 15604 - Televisão digital terrestre -
Receptores.
IX - Norma ISDB-TB N05/2007 - Sistema Brasileiro de TV
Digital Terrestre - Tópicos de Segurança, Volume 1 - Acesso Con-
dicional.
X - ABNT NBR 15606, partes 1, 2 e 3 - Televisão digital
terrestre - Codificação de dados e especificações de transmissão para
radiodifusão digital.
XI - Norma ISDB-TB N07/2007 - Sistema Brasileiro de TV
Digital Terrestre - Canal de Interatividade.
XII - Norma ARIB STD-B21 - Receiver for Digital Broad-
casting.
XIII - Norma ARIB STD-B31 - Transmission System for
Digital Terrestrial Television Broadcasting.
XIV - Plano Básico de Distribuição de Canais Digitais, apro-
vado pela Resolução n.o 407, de 10 de junho de 2005.
XV - Norma para Certificação e Homologação de Trans-
missores e Transceptores Digitais para o Serviço Fixo em Aplicações
Ponto-Multiponto nas Faixas de Freqüências abaixo de 1GHz, apro-
vado pela Resolução n.o 359, de 1o de abril de 2004.
4. Definições.
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes de-
finições:
Emissão fora de faixa: Emissão em freqüências imediata-
mente fora da largura de faixa necessária a uma classe de emissão. A
emissão fora de faixa é resultante do processo de modulação, ex-
cluídas as emissões espúrias.
Emissão Espúria: Emissão em freqüências que são fora da
largura de faixa necessária a uma classe de emissão que pode ter o
seu nível reduzido sem afetar a transmissão da informação em ques-
tão. As emissões espúrias incluem emissões harmônicas, emissões
parasitas, produtos de intermodulação e produtos de conversão de
freqüência. No entanto, as emissões fora de faixa não fazem parte das
emissões espúrias.
Emissões indesejadas: Consistem nas emissões espúrias e nas
emissões fora de faixa.
Domínio fora de faixa: É o espaço de freqüência formado
pelas freqüências que não pertencem ao conjunto de freqüências da
faixa necessária a uma classe de emissão, excluídas as freqüências do
domínio dos espúrios. Acontece nesse domínio a maior parte das
emissões fora de faixa.
Domínio das emissões espúrias: O espaço de freqüência que
não faz parte do domínio fora de faixa e onde a maior parte das
emissões espúrias acontecem.
Largura de Faixa Necessária : É a largura de faixa de fre-
qüência tal que garanta a transmissão da informação com qualidade e
taxa requerida e sob as condições especificadas, para uma deter-
minada classe de emissão.
Aplicam-se também outras definições contidas na referência
V.
5. Características gerais.
5.1. Condições gerais.
5.1.1. Esta Norma adota todas as especificações de sistema
estabelecidas pela ABNT no conjunto de normas do Sistema Bra-
sileiro de Televisão Digital Terrestre citadas nas referências.
5.1.2. Esta Norma define os requisitos e ensaios para qua-
lificação dos transmissores e retransmissores adequando-os aos mí-
nimos admissíveis para correto funcionamento dos sistemas digitais
de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão de televisão.
6. Do Transmissor e do Retransmissor
6.1. Dos ensaios para certificação
6.1.1. Os ensaios a serem aplicados ao transmissor e ao
retransmissor do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre
seguem aqueles definidos na referência IV com os requisitos de-
finidos nesta norma.
6.1.2. Condições Gerais de Medida
6.1.2.1. Temperatura e Umidade
a) O equipamento a ser medido deve ser operado em um
ambiente que atenda às recomendações de temperatura e umidade
descritas nas especificações técnicas do equipamento.
b) Os ensaios de Desvio de Freqüência de Transmissão Per-
missível deverão ser realizados também com variação de temperatura
conforme apontado nos itens específicos.
6.1.2.2. Fonte de Alimentação
a) As medidas são realizadas na tensão de alimentação no-
minal e na freqüência nominal de operação da fonte de alimentação
do equipamento, conforme as especificações técnicas.
b) Os ensaios de Desvio de Freqüência de Transmissão Per-
missível deverão ser realizados também com variação de tensão de
alimentação conforme apontado nos itens específicos.
6.1.2.3. Potência de Saída
a) Os testes devem ser executados com o transmissor con-
figurado para a potência máxima, depois de decorrido o tempo ne-
cessário para estabilização da mesma, conforme citado nas espe-
cificações técnicas.
b) O teste deverá ser repetido para a potência mínima ad-
missível especificada pelo fabricante para o mesmo equipamento.
6.1.2.4. Carga de Teste
a) A impedância da carga de testes na qual o transmissor será
conectado deverá ser a mesma da linha de transmissão na qual o
transmissor será posteriormente conectado, quando em operação. A
impedância deverá permanecer adequadamente constante dentro da
banda de testes.
6.1.2.5. Equipamentos auxiliares
a) Se a especificação técnica do transmissor faz referência a
equipamentos auxiliares como filtros passa-faixa, multiplexadores e
outros que compõem o produto, estes devem ser usados durante os
testes.
b) Os equipamentos auxiliares deverão ser adequadamente
identificados e deverão constar como parte integrante do equipamento
no certificado de homologação emitido pela ANATEL.
c) A saída do conjunto transmissor/filtro de máscara ou re-
transmissor/filtro de máscara deve possuir mecanismos aferidos que
permitam extrair uma amostra do sinal para a realização de medidas
com o transmissor instalado e operando, sem que para isso seja
necessário retirar o transmissor ou retransmissor de operação.
6.1.3. Freqüência de Operação
6.1.3.1. Largura de Banda de Freqüência
a) Definição: largura de banda ocupada por um sinal é a
parte da resposta em freqüência do canal que está situada na faixa de
3dB da resposta na freqüência central.
b) Especificação: para a radiodifusão de televisão digital
terrestre deve ser usada a largura de banda de 5,7 MHz. A freqüência
nominal da portadora deve ser considerada a freqüência central das
portadoras OFDM.
c) Método de Medição: A figura 1 mostra a configuração
utilizada para se medir a largura de faixa ocupada.

Os parâmetros de transmissão deverão ser:
PRBS 2^23-1
Modo 3 (8K)
Modulação 64 QAM
FEC 7/8
Intervalo de Guarda 1/8
Time Interleaving 200 ms

A largura de faixa deve ser determinada contendo 99% da
energia do sinal OFDM medido no analisador de espectro. As con-
figurações do analisador de espectro são mostradas na tabela 1.
d) Referência: ver referências IV e V.
Freqüência Central SPAN RBW VBW Modo de Detec- ção
Freqüência central das porta- 20 MHz 10 kHz 300 Hz ou Detecção de pico
doras OFDM do canal menos positivo

6.1.3.2. Desvio de Freqüência de Transmissão Permissível
a) Definição: o desvio de freqüência é a diferença entre o
valor da freqüência nominal especificada para a freqüência central das
portadoras OFDM e a freqüência efetivamente sintetizada pelo trans-
missor para a mesma portadora, que não deve exceder a tolerância
especificada.
b) Especificação: o desvio máximo de freqüência de trans-
missão permissível deverá ser de 1 Hz na freqüência central das
portadoras OFDM.
c) Método de Medição: deverá ser utilizado um analisador de
espectro ou equipamento adequado para o sistema ISDB-TB devi-
damente calibrado e realizar a medição na saída do transmissor na
freqüência central das portadoras OFDM do canal de operação (des-
locada positivamente em 1/7 MHz da freqüência central do canal).
É necessário verificar que o oscilador local do transmissor e
o analisador de sinal OFDM para ISDB-TB estejam em regime normal
de funcionamento antes da medição.
d) Referência: ver referências IV e V.
e) O ensaio deverá ser repetido para uma variação de tensão
de alimentação de +15% e para uma variação de tensão de ali-
mentação de - 15% da tensão nominal do equipamento.
f) O ensaio deverá ser repetido para uma temperatura de
+10o C e para uma temperatura de +50o C .
g) Para os ensaios de variação de tensão de alimentação e
variação de temperatura, poderão ser testados apenas os componentes
ou subsistemas responsáveis pela geração e conversão de freqüên-
cia.
h) As medidas indicadas deverão ser realizadas durante 6
horas, em intervalos de 1 (uma) hora.
6.1.4. Potência de Saída
a) Definição: para um sinal digital com modulação OFDM, a
potência é uniformemente distribuída através do canal de transmissão.
Portanto, ao se fazer medidas neste tipo de sinais, a largura de faixa
total do sinal modulado deve ser levada em consideração.
A potência de saída é o primeiro parâmetro a ser medido
quando se estiver verificando parâmetros de desempenho ou rea-
lizando verificações de conformidade. No caso de sinais digitais, o
valor da potência média é o mais apropriado para o tipo de mo-
dulação utilizada.
b) Especificação: é aceitável uma variação de ±2% do valor
nominal especificado pelo fabricante do transmissor.
c) Método de Medição: a potência de saída pode ser medida
utilizando um Wattímetro de absorção ou um analisador de espectro
que possua este recurso.
No caso do uso de analisador de espectro, conecte-o no
ponto de medida utilizando um cabo cuja perda tenha sido calibrada.
Se o nível de potência no ponto de medida for muito alto, ajuste-o de
tal forma a cair dentro da faixa de medida do analisador de espectro,
utilizando um acoplador direcional e atenuador calibrados.
A Configuração do analisador de espectro deve seguir a
tabela 2.
Freqüência Central Span RBW VBW Modo de Detec- BW do ca- ção nal
Freqüência central 10 MHz 30 kHz 300 kHz Sample (detecção 5,7 MHz
das portadoras OFDM de amostragem) do Canal
Tabela 2
A potência é determinada através da leitura do analisador de
espectro e do valor de calibração (perda do acoplador direcional ou
valor de atenuação).
Potência (dBm) = leitura do analisador de espectro (dBm) +
perda do cabo (dB) + calibração (dB)
P (W) = 10 p(dBm)/10 /1000
d) Referência: ver referência IV.
e) A medida deve ser feita após o tempo de estabilização
definido pela especificação técnica do equipamento ou no mínimo
após 2 (duas) horas do equipamento em uso.
f) O ensaio deverá ser repetido para a potência mínima
especificada pelo fabricante para o equipamento.
g) O mecanismo previsto no item 6.1.2.5, inciso "c", deve
ser aferido quanto à atenuação relativa à potência de saída do con-
junto transmissor/filtro de máscara ou retransmissor/filtro de máscara.
A potência medida no mecanismo poderá ter uma variação máxima
de ±2% do valor da potência calculada a partir da potência de saída
medida de acordo com o inciso "c", aplicada a atenuação especificada
pelo fabricante. O método de medição deste teste deve ser o mesmo
indicado no inciso "c".
6.1.5. Emissões espúrias
a) Definição: emissões espúrias são emissões em freqüências
que estão fora da largura de faixa do canal e cujos níveis podem ser
reduzidos sem afetar a transmissão do sinal principal. São consi-
deradas emissões espúrias as emissões de harmônicas, emissões pa-
rasitas, produtos de intermodulação, produtos de conversão de fre-
qüência entre outros que podem ser detectadas numa gama de fre-
qüências além de +/- 15 MHz da freqüência central das portadoras
OFDM do canal.
b) especificações:As emissões espúrias devem estar pelo me-
nos 60 dB abaixo da potência média do sinal digital para trans-
missores ou retransmissores digitais de potência média superior a 25
W, sem, no entanto, exceder 1 mW para VHF e 20 mW para UHF.
Para transmissores ou retransmissores digitais com potência média
igual ou inferior a 25 W, as emissões espúrias não podem exceder 25
µW. A tabela 3 mostra os limites permissíveis.
Separação em relação à portadora Atenuação mínima em relação à potência média me-
central do sinal digital dida na freqüência da portadora central
> 15 MHz 60 dB para P > 25 W, limitada a 1 mW em VHF e
20 mW em UHF
< - 15 MHz Para P < 25 W, limitada a 25 µW em VHF e UHF
Tabela 3 - Potência de emissão espúria permissível
c) Método de Medida: as medidas são realizadas usando a
configuração mostrada na figura 1. O analisador de espectro a ser
utilizado deve ter faixa dinâmica de pelo menos 70 dB e parâmetros
conforme tabela 4. Os parâmetros de transmissão deverão ser:
PRBS 2^23-1
Modo 3 (8K)
Modulação 64 QAM
FEC 7/8
Intervalo de Guarda 1/8
Time Interleaving 200 ms
d) Referência: ver referências IV e V.
Freqüência Central SPAN RBW (*) VBW Modo de Observa-
Detecção ções
Coloque a freqüência 10-100 kHz (30 3 a 10 ve- Detecção Quando
central das portadoras MHz a 1GHz) 0,1 - zes RBW de pico checar a
OFDM e SPAN de tal 1 MHz (acima de 1 positivo existência
forma a incluir a faixa GHz ->) de espúrios
de medição
Freqüência do Espúrio 20 100 kHz (30 MHz Aproxima- Detecção
MHz a 1GHz) 1 MHz damente em amos-
(acima de 1 GHz) 10 vezes tragem
RBW
(*) valores entre parênteses mostram a faixa de freqüência
medida
Tabela 4
Observações: As medidas de atenuação de harmônicos de-
verão ser realizadas nas seguintes faixas de freqüências:
- de 30 MHz a 2 GHz, quando a freqüência central está
localizada entre 300 MHz e 600 Mhz;
- de 30 MHz à freqüência do terceiro harmônico, quando a
freqüência central está localizada acima de 600 Mhz.
6.1.6. Potência Consumida, Fator de Potência e Eficiência
Total
a) Definições: Potência Consumida é a potência entregue
pela rede elétrica ao equipamento transmissor.
Eficiência total é a relação entre a potência de saída do
transmissor e a potência consumida pelo equipamento.
Fator de Potência é a razão entre a energia elétrica ativa e a
raiz quadrada da soma dos quadrados das energias elétricas ativa e
reativa, consumidas num mesmo período especificado.
b) Especificação: A potência consumida do equipamento de-
ve considerar os seguintes equipamentos: modulador OFDM, am-
plificador de potência, conversor de freqüência, dispositivo de con-
trole remoto, dispositivo de refrigeração interno, outros módulos
constituintes do sistema.
c) Método de Medição: utilizar instrumento adequado que
permita realizar a medição do Fator de Potência, Distorção Har-
mônica Total (THD) e a Potência Consumida do sistema. Os valores
medidos destas grandezas devem ser indicados no relatório do ensaio
do equipamento.
d) A eficiência do sistema é dada pela razão entre a potência
de saída e a potência de entrada do sistema.
e) Referências: ver referência IV.
6.1.7. Características do Sinal Transmitido
6.1.7.1. Máscara de Transmissão
a) Definição: a definição da máscara de emissão está di-
retamente relacionada com a intermodulação ou interferência gerada
pelo equipamento. Para transmissões com múltiplas portadoras, como
é o caso do OFDM, a intermodulação é causada principalmente pela
não linearidade dos amplificadores de potência do transmissor.
A intermodulação é composta de energia espectral indese-
jável tanto dentro quanto fora da banda. A energia espectral dentro da
banda irá causar degradação do sinal transmitido, e a energia es-
pectral fora da banda irá causar interferência em canais adjacentes.
b) Especificação: o equipamento poderá se enquadrar em 3
diferentes tipos de máscara: Não Crítica, Sub-Crítica e Crítica, con-
forme definidos pela ABNT na referência V.
c) Método de Medição: os valores indicados pela ABNT para
cada tipo de máscara devem ser medidos com a configuração do
analisador de espectro definida na tabela 5, no ponto de medida do
transmissor destinado a este fim, definido no inciso "c" do item
6.1.2.5.
O ponto de corte deve ser medido usando um analisador de
espectro ajustado para span de 20 MHz ou menos e uma resolução de
largura de banda (RBW) de 10 kHz. Note que deve ser usada uma
largura de banda de vídeo (VBW) de 300 Hz ou menos.
Freqüência Central SPAN RBW VBW Modo de Detecção
Freqüência central das 20 MHz 10 kHz 300 Hz ou Detecção de pico
portadoras OFDM do ca- menos positivo
nal.
Tabela 5
d) Referência: ver referências IV, V e XIV.
6.1.7.2. Taxa de Erro de Modulação (MER)
a) Definição: este parâmetro é a medida da degradação total
no sinal transmitido devido à presença residual da portadora (a por-
tadora não foi totalmente suprimida) e degradações nas respostas de
amplitude/freqüência e fase/freqüência. A forma de cálculo do pa-
râmetro pode ser obtida na referência V.
A soma dos quadrados das magnitudes dos vetores de sím-
bolo é dividida pela soma dos quadrados das magnitudes dos vetores
de erro de símbolo. O resultado, expresso como uma relação de
potências em dB, é definido como MER.
b) Especificação: o valor de MER deve ser determinado com
o uso de um receptor com o menor fator de ruído possível, com o
objetivo de evitar a inserção de distorção. Um valor de MER de pelo
menos 30 dB deve ser alcançado.
c) as medidas são realizadas utilizando-se a mesma con-
figuração da figura 1, porém um medidor de MER deve ser usado no
lugar do analisador de espectro. Se o instrumento de medição tiver
ambas as funções "Convencional" e "Camada", a Convencional deve
ser escolhida.
d) Referência: ver referência V.
6.1.7.3. Ruído de Fase
a) Definição: o ruído de fase em qualquer processo de con-
versão de freqüência pode ocorrer devido à instabilidade dos os-
ciladores locais. Em processos de modulação OFDM, o ruído de fase
pode causar um erro de fase generalizado que afeta todas as por-
tadoras ao mesmo tempo.
O ruído de fase causa tanto CPE (common phase error)
como ICI (inter carrier interference). Ele reduz a margem de ruído do
transmissor e aumenta a BER.
b) Especificação: valores de referência para o ruído de fase
aceitável podem ser obtidos na referência V ou na tabela 6.
Offset de Freqüência Nível
10 Hz -65 dBc/Hz
100 Hz -85 dBc/Hz
1 KHz -85 dBc/Hz
10 KHz -95 dBc/Hz
100 KHz -113 dBc/Hz
1 MHz -130 dBc/Hz
Tabela 6
c) Método de Medição: a medida é feita na saída do os-
cilador local ou em saída equivalente, utilizando um analisador de
espectro.
1.Referência: ver referência V.

RONALDO MOTA SARDENBERG
Presidente do Conselho