tv livre

Atualmente, vivemos uma realidade em que o desenvolvimento tecnológico permite o crescimento da apropriação da radiodi-fusão e televisão de baixa potência por parte dos diversos movimentos, grupos e pessoas comprometidos com a luta pelos direitos humanos fundamentais. O direito de comer, de trabalhar, de morar, de querer uma ecologia sustentável, ter o acesso mais amplo possível à cultura e educação, de criar e resistir à ideologia dominante. Ou simplesmente o direito de poder se expressar e afirmar um pouco do que é para a coletividade. Antes ouvintes, agora locutores. Enquanto isso, convivemos com uma legislação de mídia que, sob a vigilância das grandes empresas de comunicação, não contempla estas novas demandas. Quando estas leis são desobedecidas pela população, intervém a força policial no sentido de preservar o caráter monopolista e vertical da comunicação hegemônica. Apesar disto, as iniciativas não param de crescer.

O surgimento de vias alternativas de comunicação-informação pode ser compreendido como um sintoma de processos que se verificam no fundo da vida social, uma tentativa de romper o cerco das estruturas informativas predominantes. O desejo de comunicar algo que não estava sendo dito. A destruição do indivíduo anônimo, isolado. A auto-estima de se saber ouvido.

Assim operam as TVs livres: no sentido de resistir às novas formas de dominação e criar novos espaços de comunicabilidade e de interação. Trazer à tona uma programação diferente e inovadora, autosuficiente e sem fins lucrativos. Uma boa forma de resistir ao monopólio das telecomunicações, o pilar das sociedades ocidentais capitalistas. TV livre é inovação, é idéia, prática reconfigurada, independência, trabalho em grupo, liberdade. Faça parte você também desse projeto!